Investidores chineses apostam forte quando compram casa em Portugal

Imóveis de luxo são os mais escolhidos, com preços médios a rondar os 373 mil euros.
Investidores chineses apostam forte quando compram casa em Portugal

De acordo com o último estudo realizado pela Associação Portuguesa de Resorts, os investidores chineses são os que investiram em imóveis com preços mais elevados em Portugal durante 2019. Cada imóvel adquirido por um investidor chinês tem um custo médio de 373 mil euros.

Apesar de ser a nacionalidade que mais investe na aquisição de imóveis, a China não é a nacionalidade com mais residências negociadas em Portugal.

Dos 19 520 imóveis comprados em Portugal por estrangeiros, que resultam em 3 344 milhões de euros, 443 dizem respeito à nacionalidade chinesa que, apesar de não ser a que mais compra, é a que investe sobretudo em residências mais luxuosas. 

Ou seja, as casas adquiridas por investidores chineses têm o preço médio mais elevado, 373.071 euros, mas apenas 443 unidades foram transacionadas. Por essa razão, ficam em quinto lugar em termos de receita total.

De acordo com o estudo, citado pelo site informativo Notícias ao Minuto, “a China foi a quinta mais importante fonte de investimento estrangeiro no imobiliário em Portugal em 2019, atrás da França, Reino Unido, Brasil e Alemanha.

Por região, o Algarve continua a representar a maior fatia, com 38% em termos de valor e 27% em termos de quantidade. Mas, Lisboa está cada vez mais próxima com 36% de valor e 21% em quantidade. Em termos de quantidade, a capital ocupa o segundo lugar, com 23% da quantidade de imóveis transacionados.

O poder de compra estrangeiro continua a ser muito superior ao dos portugueses.

Em entrevista ao Notícias ao Minuto, o diretor executivo da Associação Portuguesa de Resorts, Pedro Fontainhas, afirma que “o reflexo da compra de uma habitação em cinco anos é cerca de sete vezes superior ao investimento inicial em Portugal de cada novo residente, seja estrangeiro ou português regressado […] Ou seja, por cada euro investido na compra de uma habitação por cada novo residente estrangeiro em Portugal, o reflexo na economia portuguesa cinco anos depois ronda os sete euros”

O estudo da Associação Portuguesa de Resorts integra os impactos diretos, indiretos e induzidos na economia pela compra de um imóvel e é publicado anualmente.

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