Portugal e China: Há interesse comum em aprofundar relações

Para os embaixadores dos dois países, Portugal e China devem aprofundar as suas relações nos domínios institucionais, culturais e económicos.
Portugal e China: Há interesse comum em aprofundar relações

Para o presidente do Observatório da China, Rui Lourido, o regresso da China à posição de um dos países mais importantes no panorama mundial “tem levantando a oposição crescente dos EUA”.

Rui Lourido foi um dos oradores convidados na conferência “O futuro da cooperação sino-portuguesa e sino-europeia”, organizada pelo Centro de Estudos Chineses do Instituto de Estudos Europeus, da Academia de Ciências Sociais da China, em colaboração com a Academia Sino-Lusófona da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Quando??

Na sua intervenção, o presidente do Observatório da China, afirmou que a sociedade civil de vários países europeus tem vindo a afirmar o interesse geoestratégico da Europa, sem alienar os seus aliados ocidentais, em aprofundar as relações com a China.

“Gostaria, assim, de referir duas iniciativas exemplificativas desta perspetiva, em Portugal: uma conferência com a Academia de Ciências Sociais da China, e a criação de uma União de Associações de Cooperação e Amizade Portugal-China”, disse.

Para Lourido, existem neste momento três grandes desafios globais e incontornáveis da atualidade que, para serem resolvidos com sucesso, necessitam do conhecimento e da colaboração empenhada da China e do Ocidente. São elas a pandemia da Covid-19, o agravamento das alterações climáticas e os movimentos migratórios de emergência.

“A evolução da atual pandemia de Covid-19 demonstra a necessidade de maior colaboração dos países mais ricos na distribuição de vacinas nos países mais pobres e periféricos [..] Só estaremos seguros quando 70% a 80% da Humanidade estiver vacinada, atingindo assim a imunidade de grupo”.

Quanto ao agravamento das alterações climáticas “provocadas pela ação humana, têm colocado em risco a vida do ser humano na Terra como a conhecemos […]  A China tem sido um dos países na vanguarda da descarbonização, com investimento maciço nas energias renováveis e na aceleração da recuperação do meio ambiente”.

Relativamente aos movimentos migratórios, “a Europa, onde se incluí obviamente Portugal, deveria encarar o estabelecimento de parcerias com a China, com vista ao desenvolvimento económico e social sustentável da África, valorizando o seu potencial humano”.

Na conferência, participaram ainda os embaixadores dos dois países (Zhao Bentang, Embaixador da República Popular da China em Portugal, e de José Augusto Duarte, Embaixador de Portugal na China), que reafirmaram o interesse comum em aprofundar as relações entre Portugal e a China, nos diversos domínios – institucionais, culturais e económicos.

Também foi convidado o conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça de Portugal, Júlio Pereira, que se referiu, nomeadamente, ao longo e pacífico relacionamento de Portugal com a China, à adesão de Portugal à Nova Rota da Seda e à cooperação em diferentes áreas económicas e científicas.

Destacou, ainda, o papel de Macau no aprofundamento da ligação da China com a Lusofonia, como é o caso do Fórum para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, também conhecido como Fórum de Macau.

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