O embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte, considerou no passado domingo, 22 de novembro, que a inauguração da nova obra dos arquitetos Álvaro Siza Vieira e Carlos Castanheira na China dá prestígio a Portugal e abre portas aos profissionais do sector.
“É um indicador do reconhecimento e apreço deste mercado pelo trabalho do arquitecto”, apontou José Augusto Duarte. O embaixador comparou a projecção do arquitecto português, vencedor de um prémio Pritzker, ao sucesso de Cristiano Ronaldo no futebol ou de Saramago na literatura.
“Entreabre portas à curiosidade por outros profissionais do mesmo ramo e da mesma nacionalidade, beneficia indubitavelmente o prestígio do próprio e do país, mas também põe o patamar de exigência mais elevado aos demais”, notou.
Erguido na cidade de Ningbo, na costa leste da China, o MoAE – Museu de Arte e Educação é a quarta obra de Álvaro Siza Vieira na China, nos últimos seis anos. Em agosto de 2014, inaugurou juntamente com o arquitecto Carlos Castanheira, a sua primeira obra na China e desde aí que esta dupla portuguesa tem vindo a assinar grandes projectors na Ásia, nomeadamente em Taiwan e na Coreia do Sul.
O museu, situado junto ao Lago Dongqian, tem cerca de seis mil metros quadrados. Em vez de escadas, o edifício, com uma altura de 25 metros, tem uma rampa sem barreiras a ligar os cinco andares e é iluminado apenas por janelas situadas no rés-do-chão e no topo do museu.