China e Portugal juntos na transição digital, economia do mar e saúde

Para o analista Yu Hui, os dois países têm muito espaço para a cooperação no desenvolvimento da Rota da Seda da Saúde.
China e Portugal juntos na transição digital, economia do mar e saúde

Foi na conferência “China-Portugal: Novas Oportunidades no Contexto da Recuperação Europeia” que Yu Hui, analista sénior do Serviço da Informação Económica da China sobre os Países Estrangeiros, disse acreditar que a transição digital, a economia do mar e o setor da saúde são neste momento as três principais áreas onde os serviços de informação económica da China acreditam existir maiores oportunidades de investimento para as empresas chinesas.

A conferência “China-Portugal: Novas Oportunidades no Contexto da Recuperação Europeia” contou com a intervenção do embaixador da China em Portugal, Zhao Bentang, e com a intervenção do embaixador português na China, José Augusto Duarte, que afirmaram a importâncias das relações entre os dois países.

Participaram também Wu Zhiliang, membro do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, Vítor Ramalho, secretáriogeral da UCCLA – União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa, Óscar Gaspar, vice-presidente da CIP – Confederação Empresarial de Portugal, António Martins da Cruz, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Castro Henriques, presidente do AICEP e Xiao Qi, presidente do Banco da China em Portugal.

Para o analista Yu Hui, “o plano de recuperação económica de Portugal trará três grandes oportunidades de investimento e as empresas com financiamento chinês podem avaliar se podem entrar nestas áreas”, disse.

O primeiro setor apontado é o da tecnologia.

 “O Governo português considera o desenvolvimento de tecnologia avançada como uma das grandes prioridades da economia nacional, sendo os dois importantes objetivos do plano de recuperação de Portugal a promoção da construção de uma economia de baixo carbono e a transformação digital”, referiu.

Yu Hui aponta a economia do mar como sendo a segunda maior oportunidade de investimento, incluindo-se aqui a exploração da energia eólica marítima.

“Portugal apresenta vantagens notáveis nos recursos marinhos: o volume de negócios anual da indústria marítima ronda os seis mil milhões de euros, representando cerca de 3% do produto interno bruto e as exportações da indústria marítima representam 4% do total das exportações portuguesas […] Portugal espera aproveitar as suas vantagens nos recursos marítimos e na investigação marítima para atrair investimentos e estimular o desenvolvimento económico”.

A terceira e última oportunidade de investimento está no setor saúde e higiene.

“O governo português planeia investir 12,1 mil milhões de euros numa grande reforma do sistema de saúde em 2021. Vai usar o Fundo de Recuperação da União Europeia para reforçar a construção de sistemas de serviço de saúde básicos, como centros de saúde familiar, cuidados integrais, cuidados paliativos e de saúde mental, etc, e melhorar o serviço do sistema nacional de saúde”. “No futuro, China e Portugal têm muito espaço para cooperação no desenvolvimento da ‘Rota da Seda da Saúde […] “Acredito que a China e Portugal poderão aproveitar as suas respetivas vantagens e aproveitar a plataforma do Fórum de Cooperação Económica e Comercial China-Países de Língua Portuguesa para o desenvolvimento de infraestruturas, energia, transportes, marinha, agricultura, saúde, etc”, terminou.

Promovida pelo Banco da China, juntamente com a Associação de Sociedades Chinesas em Portugal e a Associação de Jovens Empresários Portugal-China, a conferência pretendeu debater as várias prioridades que existem atualmente entre a China e Portugal, com o surgimento das novas oportunidades no Contexto da Recuperação Europeia”.

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