História da China chega à Escola Portuguesa de Macau?

Os alunos de 12º ano poderão frequentar a disciplina já no próximo ano lectivo.

Os alunos da Escola Portuguesa de Macau (EPM) que se inscrevam no ensino secundário no próximo ano letivo vão passar a frequentar aulas de história da china quando chegarem ao 12º ano. A disciplina abrange os cursos que optem pela via das ciências ou das humanidades. A proposta curricular está ainda a ser analisada pelo Ministério da Educação português, apurou o jornal online a Plataforma. 

Em entrevista à Plataforma, a EPM afirma que “as alterações curriculares que a EPM tenciona introduzir já no início do próximo ano lectivo, em conformidade com o novo quadro da organização curricular do regime escolar do território, ainda estão a ser analisadas pelo Ministério da Educação de Portugal”. A informação foi transmitida pela assessoria de imprensa do Gabinete do Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, que esclareceu que “a proposta curricular da Escola Portuguesa de Macau encontra-se em análise”.

Ao abrigo do novo quadro curricular, os alunos do 12.º ano terão que frequentar a disciplina de “História da China”. Em declarações à Rádio Macau no final da semana passada, o presidente da direcção da escola sublinhou que o processo de adopção e de adaptação ao novo currículo ainda se encontra “numa fase muito precoce”, mas assegura que o ensino da História, tal como está actualmente enquadrado na legislação de Macau, não constitui uma preocupação. 

“Essas competências e conteúdos permitem fazer uma abordagem da história – e também da geografia – universal, digamos assim. Trabalha-se um pouco da história universal, em vários aspetos, passando por diferentes regiões. Pelo Ocidente, pelo Oriente. Isso é o normal. É natural. E contribui para aumentar a cultura geral dos alunos, também”, defende Manuel Peres Machado.

Peres Machado assume que o ensino da História chinesa deve integrar as competências académicas e curriculares básicas dos alunos das escolas secundárias de Macau, ainda que numa perspetiva universalista do ensino da História.

“Em conformidade com os diplomas legais vigentes relacionados com os currículos, as escolas devem cumprir as “exigências das competências académicas básicas” quando lecionam as referidas disciplinas, por exemplo, as exigências da disciplina de História do ensino secundário geral e complementar abrangem a aprendizagem da História mundial e chinesa, bem como das histórias, geral, cultural e socioeconómica, relacionadas com a História de Macau”. 

A partir do próximo mês de setembro, os alunos da EPM matriculados no chamado ensino secundário complementar – do 10.º ao 12.º ano – terão que frequentar obrigatoriamente disciplinas autónomas de história, geografia, artes visuais e música. 

A instituição explica que a introdução das disciplinas tem por base as alterações ao quadro curricular definidas por um regulamento administrativo publicado em novembro último. O diploma estipula que as competências académicas básicas dos alunos que frequentam o ensino secundário complementar devem abranger matérias como a história, a geografia, as artes visuais e a música.

“As alterações curriculares vão ser introduzidas já no ano letivo de 2020/2021, ainda que se apliquem apenas aos alunos que iniciam em setembro deste ano a frequência do 10.º ano de escolaridade: O novo currículo será implementado, a partir do ano escolar de 2020/2021, no 1.º ano do ensino secundário geral e complementar, estendendo-se ao nível de escolaridade seguinte ao longo de três anos letivos”. 

Partilhar artigo

Facebook
Twitter

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Outros Artigos